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riscos_e_rabiscos

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Aventura Rocambolesca!

 

Sempre que vou para o meu colégio “mais velho” apanho sempre o bus das 14.25m. Assim como eu, a maioria das pessoas que aí embarcam são habitués. É como uma grande família que ali entra aquela hora mas onde ninguém diz nada a ninguém. Todos se conhecem mas ninguém se fala…

 

Um dia destes chovia a cântaros e há uma velhota que entra no bus. Vinha carregada com um carrinho de compras e com o chapéu-de-chuva aberto. Tal como estava, assim entrou. Mesmo que digam que chapéus-de-chuva abertos em casa dão azar… Suponho que esta superstição também se deve aplicar a camionetas.

 

Mais à frente entra um velhote, que é daqueles velhotes empregados pelas Câmaras Municipais para ajudar as crianças a atravessar as ruas quando saem das escolas, que tem um ar plácido e meigo e que se senta sempre no mesmo lugar.

 

Quis o destino que a velhota do chapéu-de-chuva e o velhote saíssem na mesma paragem. Mas enquanto a velhota saia pela porta da frente, o velhote descia pela porta de trás. Até aqui tudo bem.

O pior é que a velhota nunca fechou o chapéu-de-chuva e ao sair com toda a sua traquitana, ficou entalada na porta.

 

Perante os “ai, ai, ai” da velhota, o motorista todo aflito e atrapalhado, fecha as portas para desentalar a velhota. E é aqui que a coisa se dá. Para desentalar a velhota, entalou o velhote!!!

Quando finalmente sintoniza as portas e os desentalanços, o velhote sai da camioneta e solta um valente “C….lho!” e ainda se vira para o motorista e diz “você está bêbado ou quê?!”

 

O meu queixo caiu ao chão pois nunca imaginei que o velhote proferisse uma obscenidade destas… É que ele tem um ar tão angelical! De início ficou tudo estupefacto e sem reacção mas após o choque inicial, caiu tudo numa risota à socapa! Eheheheh!

 

 

 

O Trafulha!

 

Fui apanhar a minha camionetazinha à hora do costume – que hoje quase não apanhava -, em época de escola. Sítio do costume, os três ou quatro passageiros do costume. Hoje havia um “chavalo” extra, novo por ali.

 

Foi o primeiro a entrar e a empantanar logo a entrada do restante pessoal. E ainda por cima o gajo era gigante. E parvo!

 

Blá, blá, blá que tinha vindo não sei de onde e passado não sei em quê e ninguém lhe tinha dito nada, que todos o tinham deixado passar sem problemas.

Mas que raio de conversa é esta, pensei eu para com os meus botões. Será alguma senha ou passe que não serve para aqui? Estranho!

 

A conversa continua, e é então que percebi tudo! O tal “chavalo” tinha comprado o passe e em vez de esperar por amanhã para colar a senha, não, fê-lo ontem! É lógico que isto não é aceitável! Senão todos nós comprávamos muito mais cedo e ganhávamos uns dias extras de passagens à borla!

 

O parvalhão queria enganar o motorista mas o homem não anda ali há dois dias. Foi obrigado a comprar um bilhete. Sacou das moeditas de má vontade e arrastou-se pelos corredores a dizer aquela palavra que termina em “dasse” inúmeras vezes.

 

Sentou-se nos confins da camioneta. Sacou do telemóvel e decidiu fazer uma chamada. Como se estava a achar cheio de razão, desatou a falar alto. Então, lá explicou o ocorrido à pessoa do lado de lá e depois sai-se com “ tive de comprar bilhete… Dois euros e quarenta! E eu disse que era para o IKEA… se dissesse que era para Algés, era três euros e sessenta!

Acham que o motorista ouviu? Éramos 5 pessoas na camioneta das quais, quatro iam em silêncio absoluto…

 

Tive pena de sair antes, pois se conheço aquele motorista, ou o gajo saía no IKEA e ia o resto a pé ou então pagava o resto do bilhete! Bem feita, ó trafulha!

 

Estava Ali Tão Sozinha…

 

Vim desenfreada rua abaixo para ver se não perdia a camioneta. Eu e elas! E ainda por cima levei com o motorista do “voo”, lembram-se?!

 

Não sabia se aquela coisa já tinha passado ou não. pois não estava ninguém na paragem. Não é que a paragem esteja sempre cheia de gente mas há, pelo menos, uma moça que apanha a mesma camioneta do que eu e acaba por ser através dela que eu me regulo.

Sair da aula, entregar livro de ponto, dois dedos de conversa obrigatória com o director e picar o ponto, é atraso na certa.

 

Mas hoje ainda era cedo e eu acalmei o passo conforme atravessei para o passeio da paragem.

Entro na “redoma” e coloco a minha mala dos livros em cima do banco. XAZAM!!!! Eis que vejo uma coisinha quadradinha a rir-se para mim e a fazer-me adeus! Fiquei a pensar se estava a ver bem… Seria mesmo o que estava a pensar?! Bom, deixa-me lá pegar nela antes que voe… é mal empregada, pensei eu.

 

Nunca na minha vida me aconteceu uma coisa destas… e fiquei tão contentinha! Até me senti mais, sei lá, rica! ACHEI uma notinha de 10 euros!

Estava ali, sozinha em cima do banco… desprezadinha… ao frio e ao vento…  sem dono…

Guardei-a e fiquei à espera que alguém a viesse reclamar. Mas durante os meus 15 minutos de espera ninguém apareceu. Passou a ser minha. Ou acham que a deveria lá ter deixado ficar para ficar para outro? Hein?!